quarta-feira, 18 de abril de 2012

Água Podre


O abuso de autoridade de nossos "protetores"
aquele trabalhador de cor taxado de marginal
qual é o papel de nós eleitores?
religião traz paz ou guerra, afinal?

O suor do herói de família indo para o ralo diante do que rouba e mata
juntos celebramos a contradição da democracia
capacidade profissional ofuscada por tattoo e regata
a nobre massa sendo pisada e enganada pela pobre aristocracia

Os que tem boca vão a Roma
mas parecem estar pra lá de Bagdá
ninguém precisa saber outro idioma
pra saber que a injustiça nos veste com abadá

Os sábios poucos perseguidos a perder a boca
tolo não é só aquele da arma branca e touca
bebendo a agua podre da burguesia louca
eu luto até o fim sem me abalar com coisa pouca

bandidagem e segurança a um revolver de distância
a fé e a desilusão entre dois extremos de um homem
sinto cheiro da pobreza de espírito e sua fraca fragrância
exploração infantil, também seus pais e queridos consomem

Vá atrás do que é seu por direito
nunca faça a besteira de se ajoelhar ao infame
sermos conscietes para o voto não ser nosso maior defeito
não nos ignorem, porcos, somos mais úteis que suas madames

Tiranos fardados só constroem o teto para impor nossos limites
direitos do cidadão, ultrajados por arrastão e mortos ao chão
arregaçemos as mangas e suportemos a inúteis chiliques
não se contente com o pão amassado pelo cão

os sábios poucos perseguidos a perder a boca
tolo não é só aquele da arma branca e touca
bebendo a agua podre da burguesia louca
eu luto até o fim sem me abalar com coisa pouca

Meu desabafo da caneta ao papel, ao efeito de um megafone
minha vontade me deixa com fome de revolução
o fruto da massa sendo levado por um ciclone
lá de Brasília, no topo do desrespeito e da corrupção

Querem me ver no chão aos prantos a me lamentar
Minha força de vencer correrá o mundo
palavras escritas, já não podem me parar
não me calarão nem nos extremos do mar mais profundo

os sábios poucos perseguidos a perder a boca
tolo não é só aquele da arma branca e touca
bebendo a agua podre da burguesia louca
eu luto até o fim sem me abalar com coisa pouca

A massa está de volta, em plena mágoa e revolta
explicação apenas não vale nem mais o chão que pisamos
Certas consequências a nível nacional jamais terão volta
história difícil todos nós temos, não é desta água que nós precisamos... (♪)

13 comentários:

  1. muito bom, uma critica forte em forma de poema ;D pena que são poucos os que se "tocam" disso... da realidade!

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  2. Muitooo bom Dan, você realmente tem o dom de escrever!

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  3. Pego muito bem com palavras sinceras e ao mesmo tempo agressivas, nunca deixe que ninguém te impeça de se expressar, porque só assim conseguimos falar o que esta entalado na garganta de muita gente boa, parabéns man!

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  4. Muito obrigado a todos vocês, de coração ♥

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  5. MUITO BOM DAN! manda muito bem nas palavras!!! palavras super sinceras.

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  6. Muito bom mesmo ! Brasília, no topo do desrespeito e da corrupção DEFINE TUDO, eles querem dar moral se nem eles tem, impossivel ( Lucas )

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  7. Com certeza cara, falso moralismo e hipocrisia. Isso já faz parte da nossa cultura. Infelizmente...

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  8. Cara Texto foda!!!
    Você ta ligado que viajo nas coisas que você escreve, continue assim brow!!!!

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  9. curti muito entra nesse site www.recantodasletras.com.br e comece a postar lá... vale a pena, porque lá você consegue organizar tudo como se fossem pastas e tem o seu próprio link. fikdik. Charlotte

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  10. ei se eu tivesse lokao e escreve se algo Asim viraria ate um poeta

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