Sigo a minha trilha, sem botar pilha, eu vou levando
Sem pular nenhuma parte, ganhar o mundo é a maior arte, eu faço parte
não tem pra Regina Duarte nem pra Napoleão Bonaparte
eu viajo nessa rima de São Paulo à Marte
Levo comigo a estandarte, uma espadarte estampada, eu sou o encarte
representando a contraparte, a outra parte eu vou escrachar
um enfarte na artéria do sistema, a miséria não é um filme de cinema como insistem em achar
um tiro no esquema, assassinando a corrupção, que levanta os porcos e insiste em nos deixar no chão
Acima da lei, tal como Nico, os ladrões fardados, no topo do pico, só fazem merda, providencie o penico
lá eu não fico, estou bem aqui, a nível nacional, homem de ideal, tal como Tim Maia, racional, é a real
real que não sobra um na carteira, ordem e progresso, só na bandeira, só de pensar nisso já me dá coceira
sem eira nem beira, se for para esperar pela justiça eu morro sentado na cadeira, é muita doideira
Uma cerveja, mente feita, eu sigo em frente em rua estreita
muitos me odeiam mas os que me importa assim me aceita
não faço parte da tua seita, de como ser do bem eu já nasci tendo a receita
eu fico na espreita mas não me veja como uma suspeita, vê se me respeita!
O tempo passou e agora eu vejo, que nem sempre o amor vem na forma de um beijo
o desejo quando é demais, funciona como o despejo da razão, o festejo da tentação
tentações algumas que não podem superar a consciência, uma tremenda demência
eu sinto fome mas não irei roubar, mas que país é esse que não me dá a chance de trabalhar?
A sorte na vida é viver, mas, o que eu vejo nos olhos das pessoas é o revés de apenas sobreviver
conviver com o medo, a desigualdade, o excesso de motivos para temer
enquanto um come caviar com prazer, o outro pega um resto de comida para comer
mas que se foda tudo isso, os bancos continuam ligando e nos cobrando, querem o deles, só por isso!
Dinheiro, dinheiro e mais dinheiro, nos afundam com a âncora de um marinheiro
batalhe dia a dia pois você é um guerreiro, já dizia Rappin' Hood, então mude, estude, companheiro
reflito sobre coisas que já fiz, lições que aprendi, hoje estou em busca do que me fará feliz
a classe baixa é ignorada por aquele ser irracional, mas na verdade, somos o diferencial
Vejo quem gasta todo o salário com remédio, enquanto o hospital da cidade é aquele lixo de prédio
saúde pública de qualidade não é nossa realidade, deveria ser prioridade, não é verdade?
a nossa felicidade custa caro, e quem paga o pato somos nós, é claro, viver bem é raro
a dor que já sentimos não tem reparo, pela melhoria e humanismo que eu falo
Levantemos o punho da sociedade, o fraco vira forte, não há Serra que corte
guerreiro por guerreiro e o mundo não acabará, pelomenos para nós... você vencerá!
não aumente o ego de um prego que brinca com uma cidade tal como se monta um jogo de lego
a resposta do porquê de acharem que o povo é cego está dentro de nós mesmos, isto eu não nego
Outro grande problema é ficar no dilema, entre o certo e o duvidoso, é o doloroso tema
democracia falsa como nota de sete reais, urubus voando em espirais em todos nós, não aceitarei jamais!
papel, caneta e voz são minhas armas contra o algoz, meu ataque mais feroz
não vou mudar o pré, mas, unidos, podemos e vamos, mudar o pós... (♪)
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