me desse a mão para que eu entre em tudo
não era como parecia ser
me libertei daquele som agudo
Porquê as palavras acabam perdendo o valor
órgãos vitais caem juntos em contradição
te vejo menosprezando aqueles que acreditam naquele "grande amor"
não tenho a resposta sobre quem é o dono da razão
Seria apenas um incentivo a caminho do ventre?
não bote culpados pela frustração emocional alheia
ninguém impede que nele você entre
mas peço para não enchê-lo de areia
A dor vale a pena fora de uma sala de parto?
máscaras e tentações acabaram com o que chamam de amor?
preciso de um pouco de sossego ao deitar na cama em meu quarto
a árvore sem frutos sofrendo aquele amor em um forte calor
Amor, doce amor, que um dia te enjôa como doces em excesso
meu peito, uma dor, ao seu, uma flor
uma pontada, um poema, ao drama alheio eu me expresso
diga-me o que tú sente, acredito que não seja amor
Máscaras invisíveis acabaram com o amor?
a de-evolução de algo que gera a reprodução
pessoas que reclamam sem ter dor
os que sentem esperando na fila de adoção
Sempre é demais e nunca é controverso
digo o momento que se torna algo certo
expressando meus pensamentos em mais de um verso
não te olharei por apenas passar perto
Receba a sinceridade como a maior virtude
seu extinto, expressão, digo igual a um cineasta
uma doce garota de uma fraca atitude
seu "amor" é ridicularizado por aquele que de você se afasta
Sou apenas um pensador errante
o papel é o suficiente para mim
em meu assento nada aconchegante
sigo em linhas tortas junto daqueles que zelam por mim
O que tens? não consigo entender
tenho razões e intenções de sobra
uma forte máscara lhe fazendo mal de feder
não quero ter os ossos quebrados como em um ataque de cobra
Máscaras que nos cegam
decepções tentam se imortalizar
uma maçaneta enferrujada nas noites que te esquentam
o que mais vai se banalizar?
O que mais? o que mais...?

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