segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Nos Olhos Teus


Vidrado em seus olhos cor de mel
seguro em suas mãos e olho para seu rosto
expressando minha vontade de você em um padaço de papel
e meu egoísmo de ter você de setembro a agosto

Nos olhos teus, posso enxergar uma cachoeira
me vejo mergulhando nesta água pura
não me importo de sentar em bons estofados ou em uma simples cadeira
fique do meu lado, me deixe afogar neste exagero de ternura

Estou num purgatório buscando a inspiração
vida afora e despeito alheio contra a gente
feche os olhos doce menina, quero te proteger deste furacão
quero te fazer bem do jeito que planejo em mente

Nos olhos teus, posso enxergar um deserto
onde eu sou um nativo em busca de água
ciente de onde é o caminho certo
te olhando e esquecendo de cada tristeza, de cada mágoa

Ando caindo e me levantando em cada experiência
buscando um olhar para sincronizar com o meu
quero viciar em seu olhar, quero esta linda abstinência
a vontade de dizer que o melhor beijo é o seu

Nos olhos teus, posso enxergar o universo
onde enxergo neles a mais linda das estrelas
esqueço por segundos cada sentimento mais perverso
sua boca e mãos é como um imã, não consigo descrevê-las

Quero simples tardes de risos
abrindo mão de tudo por algumas conversas engraçadas
tão loucas ao ponto de criar dois paraisos
trilhar caminhos iguais com você, juntar nossas estradas... (♪)

Máscaras Invisíveis




As vezes queria que você
me desse a mão para que eu entre em tudo
não era como parecia ser
me libertei daquele som agudo

Porquê as palavras acabam perdendo o valor
órgãos vitais caem juntos em contradição
te vejo menosprezando aqueles que acreditam naquele "grande amor"
não tenho a resposta sobre quem é o dono da razão

Seria apenas um incentivo a caminho do ventre?
não bote culpados pela frustração emocional alheia
ninguém impede que nele você entre
mas peço para não enchê-lo de areia

A dor vale a pena fora de uma sala de parto?
máscaras e tentações acabaram com o que chamam de amor?
preciso de um pouco de sossego ao deitar na cama em meu quarto
a árvore sem frutos sofrendo aquele amor em um forte calor

Amor, doce amor, que um dia te enjôa como doces em excesso
meu peito, uma dor, ao seu, uma flor
uma pontada, um poema, ao drama alheio eu me expresso
diga-me o que tú sente, acredito que não seja amor

Máscaras invisíveis acabaram com o amor?
a de-evolução de algo que gera a reprodução
pessoas que reclamam sem ter dor
os que sentem esperando na fila de adoção

Sempre é demais e nunca é controverso
digo o momento que se torna algo certo
expressando meus pensamentos em mais de um verso
não te olharei por apenas passar perto

Receba a sinceridade como a maior virtude
seu extinto, expressão, digo igual a um cineasta
uma doce garota de uma fraca atitude
seu "amor" é ridicularizado por aquele que de você se afasta

Sou apenas um pensador errante
o papel é o suficiente para mim
em meu assento nada aconchegante
sigo em linhas tortas junto daqueles que zelam por mim

O que tens? não consigo entender
tenho razões e intenções de sobra
uma forte máscara lhe fazendo mal de feder
não quero ter os ossos quebrados como em um ataque de cobra

Máscaras que nos cegam
decepções tentam se imortalizar
uma maçaneta enferrujada nas noites que te esquentam
o que mais vai se banalizar?

O que mais? o que mais...?